DUBLAGEM NA MÍDIA

Matéria retirada do site mundoestranho 

Como funciona um estúdio de dublagem?

por Victor Bianchin | Edição 109

1. Os clientes dos estúdios de dublagem - distribuidoras de filmes ou canais de televisão, por exemplo - enviam o programa (filme, desenho, série etc.) que precisa ser dublado. O tradutor assiste ao vídeo e traduz o script para outro idioma
2. Depois de traduzido e revisado, o programa é dividido em anéis - roteiros em trechos de 20 segundos. A partir dessa divisão, é possível separar a voz dos personagens e saber qual será a participação de cada dublador
3. Cada personagem ganha um dublador, que é selecionado pelo diretor de dublagem do estúdio por meio de testes. Boa parte dos profissionais é free-lancer e recebe cerca de R$ 78 a cada vinte anéis gravados
4. No processo de gravação, o dublador assiste às cenas no monitor, ouve o áudio original e, em seguida, grava as falas do seu personagem. O diretor coordena o processo, enquanto o operador capta o som e solta as cenas a serem dubladas
5. Com tudo gravado, o material é mixado pelo operador, que sincroniza as falas e ajusta o volume do áudio. Quando o filme chega sem a trilha e os efeitos sonoros, é preciso adicioná-los novamente no estúdio
6. O material pronto é revisado e gravado para o cliente. A gravação pode ser feita em diferentes mídias - desde um DVD até uma fita Betacam digital, utilizada em emissoras de televisão
• Para trabalhar como dublador é preciso possuir registro de ator. Por isso muitos dubladores preferem ser chamados de "atores em dublagem
• O dublador só fica sabendo do texto no dia da gravação. Cada profissional grava, em média, trinta anéis por hora
• Alguns atores, como Eddie Murphy e Nicole Kidman, quase sempre têm o mesmo dublador
• Hoje, com os recursos tecnológicos, dá para esticar ou encurtar a fala de um ator para fazê-la caber na fala do personagem
Consultoria Hermes Barolli, dublador e sócio da DuBrasil

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Matéria retirada do site Folha de São Paulo, publicada em  17/07/2013.


Novo game do Batman terá dubladores de filme "O Cavaleiro das Trevas"


O game "Batman: Arkham Origins" chegará ao Brasil dublado e legendado em português.
O time responsável pelas vozes do jogo (Ettore Zuim como Batman; Marcio Simões como Coringa; Guilherme Briggs como Bane e Padua Moreira como Alfred) é o mesmo que dublou o último filme do homem-morcego, "O Cavaleiro das Trevas Ressurge", de Christopher Nolan.
O anúncio foi feito durante o evento Warner Bros. Games Summit, realizado nesta terça-feira (16), para imprensa e convidados, em São Paulo.
Como o próprio nome diz, o terceiro game da franquia será uma história de origem, que precede a ascensão dos criminosos de Gotham City e retrata um Batman jovem, mais agressivo e inexperiente.
"Batman Arkham Origins" chegará com versões para PlayStation 3, Xbox 360, PC e Wii U no dia 25 de outubro.
A versão "Batman: Arkham Origins Blackgate" será lançada para as plataformas portáteis Nintendo 3DS e PS Vita.

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Matéria retirada do site RevistaEpoca, publicada no dia 14/06/2012.

A dublagem venceu as legendas

TONIA MACHADO E DANILO VENTICINQUE

Com a procura cada vez maior por versões com voz em português, filmes e séries legendados (uma tradição brasileira) estão ameaçados de desaparecer




A VOZ DO POVO A dubladora Zodja Pereira numa gravação em São Paulo. A maioria dos brasileiros prefere a voz dos dubladores ao áudio original Tonia Machado e Danilo Venticinque  (Foto: Filipe Redondo/ÉPOCA)
Durante muito tempo, assistir a um filme estrangeiro no cinema significava se preparar para uma longa sessão de leitura. À exceção dos desenhos animados e de algumas produções infantis, os filmes dublados só encontravam espaço na televisão aberta. Nos últimos anos, a tradição começou a mudar. Para conquistar um público maior, os cinemas têm apostado nas versões dubladas. Dependendo do filme, encontrar uma sessão legendada pode ser difícil.
A estreia de Os vingadores, o principal lançamento do ano até agora, mostra essa mudança em números. Das 1.152 cópias do filme lançadas no Brasil, 673 eram dubladas. O filme superou os R$ 110 milhões de faturamento, a maior bilheteria da história dos cinemas brasileiros. A superprodução adolescente Crepúsculo: amanhecer – parte 1, lançada no ano passado, também seguiu a estratégia. Quase dois terços das cópias lançadas eram dubladas, e elas faturaram mais que as versões legendadas.
O triunfo da voz sobre a palavra escrita reflete uma nova demanda dos espectadores. Segundo o Instituto Datafolha, 56% dos frequentadores de cinema preferem filmes dublados. A ascensão de uma nova classe média, que passou a frequentar os cinemas recentemente, explica a mudança do gosto. “Essas pessoas estavam acostumadas a filmes dublados na televisão aberta e querem o mesmo nos cinemas”, afirma Cesar Silva, diretor-geral da distribuidora Paramount no Brasil.
Os canais de televisão por assinatura também adaptaram sua programação. Personagens de séries antes legendadas, como o drama Grey’s anatomy, aprenderam a falar português. Os filmes também passaram a ser dublados. A rede Telecine adotou o áudio em português como primeira opção em quatro de seus canais. Caso o assinante prefira a versão legendada, deve fazer a escolha com o controle remoto. Assim como no cinema, a mudança tem a ver com o crescimento do público. “Há quatro anos, a televisão por assinatura tinha 4 milhões de assinantes. Hoje tem 13 milhões”, diz Manoel Rangel, diretor-presidente da Agência Nacional de Cinema. “Deixou de ser um serviço para poucos.”Um filme como Os vingadores, que tem muita violência e pouca conversa, contém 50 mil caracteres de legenda, equivalentes a 30 páginas de livro. Em duas horas, é muita leitura para quem não está acostumado.
Embora as mudanças possam causar estranhamento em parte do público, o sucesso dos filmes dublados é comum no mundo todo. Em países como Alemanha e Itália, é difícil encontrar uma sessão legendada nos cinemas. Na Espanha, a preferência por dublados é fruto de uma decisão política. Em 1941, sob a justificativa de defesa do idioma, o ditador Francisco Franco promulgou uma lei que obrigava a dublagem de todos os filmes estrangeiros. A obrigatoriedade desapareceu em 1946, mas o hábito não.
Por vontade própria ou por decreto, abrir mão das legendas pode até ser uma experiência prazerosa. Ao optar por ouvir, o espectador volta sua atenção para detalhes do filme, como o cenário, as expressões faciais ou o figurino dos personagens. A tradição brasileira de dublagem ajuda. Ao contrário dos dubladores de países hispânicos, que enchem de drama latino a interpretação de seus personagens, os brasileiros tentam reproduzir o tom dos atores originais. “Procuramos interpretar com naturalidade”, afirma Zodja Pereira, fundadora de um estúdio de dublagem em São Paulo. Novas tecnologias também contribuem. Nos primórdios da dublagem, era necessário regravar todo o áudio do filme para inserir as falas traduzidas. O som ambiente do filme era perdido. Hoje, os filmes chegam aos estúdios com faixas de som separadas. A dublagem substitui a faixa da voz, e o som ambiente permanece o mesmo.

Apesar da melhoria nas dublagens, o declínio das legendas traz prejuízo aos espectadores. Por melhor que seja, o dublador não consegue interpretar o personagem. Como substituir a voz de um ator complexo como Sean Penn ou Meryl Streep? Perde-se mais ainda quando o dublador não é profissional. Com o objetivo de atrair mais público, tem se tornado cada vez mais comum ouvir artistas famosos pouco habituados à dublagem dando voz a personagens de filmes infantis. Ouvir o mesmo dublador falando por vários atores também causa estranheza. Na versão dublada de O informante, o espectador que prestar atenção às falas do personagem de Al Pacino reconhecerá a voz que dublou Richard Gere por anos, inclusive em Uma linda mulher. Na vida real, a voz dos dois atores não tem nenhuma semelhança.
Nos cinemas, onde não existe a opção de mudar o áudio com o controle remoto, o futuro das legendas é mais sombrio. Se os dublados são preferidos pelo público, é natural que o mercado se adapte à demanda da maioria. Assim como na Europa e nos Estados Unidos, os filmes legendados tendem a se tornar um produto de nicho, exibido longe dos shopping centers. Cinemas como o Reserva Cultural, em São Paulo, podem se tornar o último reduto para quem quiser ouvir a voz verdadeira dos atores. “O cinema é uma arte repleta de sutilezas que precisam ser respeitadas, e a manutenção do áudio original é uma forma de respeito”, afirma Laure-Bacqué, sócia diretora do cinema. Lá, filmes dublados só entram se forem infantis. Salas como essa podem ser o último foco de resistência para impedir que as legendas se tornem curiosidade histórica, como o cinema mudo ou os filmes em preto e branco.Os espectadores descontentes com os lançamentos de séries e filmes dublados começam a formar movimentos de resistência. A campanha Dublado sem opção, não, lançada nas redes sociais, já reúne 6 mil pessoas. “Não é justo que os canais imponham uma programação dublada”, diz o advogado Bruno Carvalho, organizador do movimento. O objetivo é convencer os canais a permitir que o assinante possa escolher sempre entre a versão dublada e a legendada.



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Matéria retirada do site TudoOeste, mês agosto/2012.




A voz da dublagem

O professor Silas Borges (de azul) Fotógrafo: Tiago De Carli
“Quando assistimos a um filme e não se nota que ele foi feito originalmente em outro idioma é uma constatação que a dublagem foi bem feita”, afirma Hermes Baroli que juntamente com sua mãe, Zodja Pereira, criaram em 2007 a DuBrasil Central de Dublagem, estúdio e oficina de dublagem na Vila Madalena.
Hermes e Zodja são atores e dubladores profissionais com larga experiência. Ela foi foi uma das primeiras Emílias do Sítio do Pica-Pau Amarelo. Hermes, entre outros personagens que dublou está Seyia, personagem principal dos “Cavaleiros do Zodíaco”; e dublou os atores Edward Norton em “Clube das Lutas” e Bred Pitt em “Kalifórnia” para citar alguns.
A dublagem está no DNA da família. O pai de Hermes, Gilberto Baroli, é um dos mais experientes dubladores do país e Hermes conheceu os estúdios acompanhando o pai em direção de dublagem nos estúdios da cidade.
Ainda criança, Hermes pegou gosto pela dublagem e acabou se profissionalizando e hoje tem mais de 25 anos de atuação. Ator formado pela EAD/USP. Acaba de encerrar temporada com a peça “O Processo de Giordano Bruno”.
O mercado de dublagem, segundo Hermes se resume entre Rio e São Paulo. Ele calcula que são 200 profissionais em atividade e cerca de 30 estúdios de dublagem. Ele lembra que é necessário ter o DRT (registro profissional para exercer a profissão). Por isso sempre recomenda aos alunos que ainda não têm o registro, que façam um curso de ator. Os alunos da escola têm parceria com a Recriarte, da Vila Madalena e têm descontos nos cursos.
Se orgulha em dizer que a dublagem feita no Brasil é considerada uma das melhores do mundo. E considera importante manter esse nível para melhorar a profissão.
Com professores experientes, a escola oferece cursos de dublagem e um de locução. São eles: o individual ou em feito em dupla; o de dublagem para atores; o infantil para crianças de 7 a 12 anos. Promove uma vez por mês, oficina livre de dublagem. A próxima será no dia 24 de agosto. São 6 horas de aula e o custo é de 300 reais, com um máximo de dez alunos. O ator convidado, é Felipe Grinnan, que faz a voz da zebra Marty da animação Madagascar entre outros.

Dubrasil Central de Dublagem
Rua Delfina, 354, Vila Madalena
Telefone 3814-6458
www.centraldubrasil.com.br




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Matéria retirada do site Estadão, publicada no dia 31/07/2012.

Eles falam português também

Produtos nacionais e atrações dubladas fazem sucesso na TV paga

31 de julho de 2010 | 16h 00Etienne Jacintho
Com 2 milhões de novos assinantes em um ano e meio, os canais pagos não só já inspiram a programação da TV aberta - que exibe com êxito séries de um gênero antes segmentado a pagantes de TV - como também tentam, cada vez mais, diminuir a barreira existente entre eles e os canais abertos. Há alguns anos, as emissoras por assinatura vêm se adaptando aos costumes nacionais, aumentando o número de produções locais e até mesmo falando português.
Segundo dados do Ibope, no primeiro semestre de 2008, as cinco primeiras posições no ranking de audiência de TV paga eram ocupadas por canais nacionais ou dublados. Já no mesmo período deste ano, dublados e nacionais se estendem até o 10º lugar entre os mais vistos (veja ranking na pág. 5).
Dublados
Entre os canais internacionais, a TNT foi pioneira em captar essa preferência nacional. Dublou atrações e permaneceu no primeiro lugar de audiência entre os canais pagos por anos e anos.
Hoje, a TNT ainda está na liderança entre os canais de filmes, mesmo com a forte concorrência. Dos cinco canais Telecine, o mais visto é o Pipoca - dublado. Quando lançou seu segundo canal em alta definição, o Telecine não pensou duas vezes antes de eleger o Pipoca HD. E a Globosat, satisfeita com os números do Telecine Pipoca, criou outro canal de filmes dublado, o Megapix, que já roubou da HBO a 20.ª posição no ranking dos canais mais vistos da TV paga. Para tentar abocanhar seu lugar de volta, o grupo internacional já dubla as atrações da HBO2, o segundo canal de filmes. O HBO Family também apresenta programas em português.
Para a TNT, o aumento de canais de filmes dublados não é preocupante. "Estamos vendo que as outras emissoras estão aumentando o número de espectadores e isso cria um cenário de competição saudável", afirma Pablo Corona, diretor de programação da TNT para América Latina. "Felizmente, a TNT ainda é líder na TV paga, nos pacotes básicos, no Brasil."
Corona conta que, no começo, o canal tinha conteúdo misto, com programas dublados e legendados. Com o tempo, eles perceberam que os telespectadores preferiam as atrações dubladas. "Isso foi também confirmado por meio de conversas com colegas de São Paulo, com operadores de cabo e com a audiência em geral, além da nossa equipe de pesquisa. Tudo indicava que dublar todo o conteúdo seria um sucesso. Então, tomamos a decisão de dublar 100%."
Polêmica
Em meados de 2007, a Fox tomou uma decisão arriscada e passou a oferecer sua programação dublada. Os fãs de séries como 24 Horas chiaram, mas o canal hoje prova que acertou em cheio. "A audiência de fato cresceu gradativamente desde que o horário nobre passou a ser dublado", fala Marcello Braga, diretor de Marketing da Fox. "Aumentou o número de pessoas que assiste à Fox e o tempo médio que elas passam assistindo ao canal." Braga afirma que a mudança foi baseada em pesquisas. "Tínhamos uma forte evidência da pesquisa qualitativa que havia demanda para mais programação dublada."
Com a bronca de alguns fãs de séries, que preferem ver as atrações com áudio original e legenda, a Fox investiu em tecnologia para oferecer essa opção nas maiores operadoras nacionais. "Não há reclamações. Já se pode optar em assistir ao programa dublado ou no idioma original", comenta Braga.
Para dar uma ideia do sucesso da medida, somente do primeiro semestre de 2008 ao primeiro semestre de 2010, a Fox subiu três posições no ranking dos canais mais vistos da TV paga. Saiu do 10.º e foi para o 7.º lugar.
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Matéria retirada do site Estadão, publicada no dia 12/06/2012.

Universal ensaia dublagem, mas tem medo de perder mais público12 de junho de 2012 | 3h 09Cristina Padiglione 

O Universal Channel já anunciou que vai, sim, aderir à onda de dublagem que vem tomando conta da TV paga desde 2009, quando o setor passou a avançar a passos largos na expansão do número de assinantes. Mas ainda pisa em ovos para tanto. A ideia é oferecer as duas opções de áudio - legendagem e dublagem -, deixando o idioma à escolha do assinante. O problema é que nem sempre isso funciona e as falhas normalmente são justificadas pela operadora como um erro do canal, e vice-versa. Além disso, o diretor do Universal, Paulo Barata, acredita que a maioria do público, adepta à dublagem, não tem disposição nem hábito de testar os botões de seu controle remoto a fim de saber se lhe resta outra opção de áudio além daquela inicial. Prefere trocar de canal.
Único canal no ranking dos 20 mais vistos pelas classes A e B a ainda oferecer séries legendadas, o Universal ensaia com receio sua virada para áudio dublado como primeira opção disponível ao assinante. Em 2007, o Universal era o terceiro canal mais visto entre as classes A e B, e o 7º na preferência da classe C. Em 2011, com 13 milhões de assinantes em todo o País, o canal caiu para a 10ª posição no nicho A/B e para o 12º entre o público da classe C. Logo, a tendência à dublagem não é "culpa" da nova classe C, como tanto se apregoa. Há uma preferência por isso em todos os segmentos.
Vivo. Aos assinantes da Vivo, ex-TVA e Telefonica, o Universal Channel, ainda fora de seus pacotes, avisa que está negociando sua entrada na operadora.
Mirian Bottan já grava A Liga como nova repórter do programa da Band. Atriz e protagonista de ensaio nu na revista Trip, ela é, por enquanto, o único reforço da equipe, que perdeu Lobão e Sophia Reis.
Victor Haim, Rinaldo Escudeiro, Antônio Bernardo, Leo Batistelli, Duilio Sartori e as grifes Sta. Ephigênia e Oficina Itsue, de bicicletas estilizadas, são alguns dos artistas que já "expuseram" na novela Cheias de Charme, graças à galeria de Sônia Sarmento, personagem de Alexandra Richter.
Destino São Paulo, série em pós-produção pela O2 Filmes, ainda não tem previsão de estreia na HBO. Em seis episódios, o programa retrata um grupo específico de imigrantes em cada um, com bolivianos, judeus, argentinos e chilenos, africanos, coreanos e chineses.
A HBO tem hoje coproduções em andamento com mais de seis produtoras diferentes.
Andy Whitfield, protagonista da 1ª temporada da série Spartacus, morto aos 39 anos em razão de um linfoma, é alvo de documentário em produção por amigos cineastas, que ainda captam verba para o projeto.



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Matéria retirada do site g1, publicado no dia 16/07/2012.

Filmes dublados ganham espaço nos cinemas do Grande




Durante esta semana, índice de filmes legendados não passa de 30%.

Programadores confirmam mudança de público e melhoria na dublagem.

Assim como Monique e Bruno, público está Em época de férias, um dos programas preferidos de crianças e adultos é ir ao cinema. Mesmo com opções que vão desde um desenho animado até comédias de diretores consagrados, encontrar um filme legendado no Recife está se tornando cada vez mais difícil. Da programação cinematográfica em cartaz na Região Metropolitana (RMR) – considerando a semana da última sexta-feira (13) até próxima quinta (18) –, cerca de 70% das salas com filmes estrangeiros em cartaz exibem cópias dubladas. Isso significa que 37 das 51 salas disponíveis à população na RMR têm, nesta semana, filmes em português, em detrimento da língua original em que a película foi gravada.
De acordo com os programadores das salas de exibição da capital pernambucana, os números apenas indicam uma tendência que vem se verificando nos últimos anos nos multiplexes da cidade: a ampliação do mercado. O Grande Recife conta, atualmente, com 51 salas de cinema, distribuídas nos shoppings Guararapes (em Jaboatão dos Guararapes), Costa Dourada (no Cabo de Santo Agostinho), Recife, Plaza Casa Forte, Boa Vista e Tacaruna, além do Cine Rosa Silva, da Fundação, São Luiz e Royal, na cidade de São Lourenço da Mata. Segundo levantamento feito pelo G1, 14 filmes podem ser vistos nos cinemas da Região Metropolitana até a próxima quinta-feira, quando a programação normalmente se modifica.

Os responsáveis pela programação dos principais multiplexes da região – UCI Cinemas e Box/Cinépolis – apontam algumas explicações para esse comportamento. Uma delas é uma decorrência de uma mudança do público predominante: pessoas que não costumavam frequentar o cinema estão passando a procurar esse tipo de diversão, e elas estão tendo preferência por filmes dublados. A outra é a melhoria da qualidade da indústria de dublagem brasileira, que vem se aperfeiçoando.

“A gente realmente nota que a procura por filmes dublados vem aumentando muito na cidade, e temos que atender a isso. Acredito que é por essa questão do aumento do poder de compra da classe C. É um público que realmente está gostando do dublado, de ver o filme melhor, sem se preocupar em ver a legenda, e não perder nada do filme. Comparando com a dublagem dos anos 80 e 90, a gente vê também que isso melhorou muito na qualidade”, pondera Pedro Pinheiro, programador do grupo Severiano Ribeiro no Recife, responsável pela operação dos cinemas dos shoppings Recife, Tacaruna, Plaza e Boa Vista.

A diminuição de filmes legendados, entretanto, vem recebendo críticas daqueles que preferem ouvir o áudio original da película. É a situação do casal de estudantes Luiza Macedo e Renato Queiroz. Em tempos de férias, eles dizem que a dificuldade é ainda maior. “Principalmente nessa época, estamos sentindo muita dificuldade de encontrar sessões legendadas. O filme dublado se torna muito artificial, soa falso. Quando é legendado, o filme tem mais credibilidade, porque a gente ouve o ator de verdade”, conta Renato. “Dublagem é como se fosse a interpretação da interpretação, perde a emoção”, reclama Luiza.
Casados há 25 anos, a psicóloga Mariland Sobral e o engenheiro mecânico Luciano Rodrigues mantêm o hábito de sempre curtir uma sessão de cinema, desde a época de namorados. Atualmente, assim como Luiza e Renato, tentam sempre achar uma sessão legendada durante os horários vagos. “O som não é muito bom quando está dublado, e ainda tem o barulho que as pessoas fazem na sala, que não deixa nem a gente entender. É melhor a gente ficar lendo, porque não perde as informações do filme”, destaca Mariland.
Para os programadores, apesar das reclamações que recebem dos clientes que têm preferência por filmes legendados, o que está acontecendo é uma adaptação do mercado, que se ampliou. Pessoas que tinham dificuldade de usufruir da sétima arte por não conseguir acompanhar a legenda agora possuem mais opções em toda a cidade. “A maior reclamação que recebemos é que não dá tempo de ler e ver o filme. Então, toda semana tem uma análise, com elaboração de relatórios, com diretores do cinema, que veem os resultados e analisam. A gente tenta equilibrar, mas às vezes não temos resposta do público”, relata Marksson Charamba, programador da rede Box/Cinépolis, que comanda as salas do Shopping Guararapes.Na última quinta-feira (12), o biólogo Manassés Barros aproveitou à ida ao shopping para assistir a um filme. O escolhido foi “O Espetacular Homem-Aranha”, mas, para sua infelicidade, a próxima sessão era legendada. Junto à esposa, Luciana Álvaro, o biólogo resolveu deixar para ver filme em outra oportunidade. “No dia a dia, é tanta correria que você fica cansado, aí começa a ler e acaba dormindo. Perde o filme inteiro”, justifica Manassés. “Às vezes, lendo, você perde os detalhes da cena. Vamos assistir depois”, completa Luciana.

A estudante Monique Rodrigues e o promotor de eventos Bruno Brandão também compartilham da opinião de que os detalhes de um filme são mais bem percebidos quando a sessão é dublada. “Se não estiver lendo, a gente presta atenção na imagem, no olhar do ator. Às vezes é um detalhe que, quando você perde, acaba não entendendo o filme”, acredita Bruno. “Apesar de achar que o áudio original é melhor, principalmente em cenas de ação, ainda assim prefiro dublado. Se não tiver opção, a gente assiste legendado”, explica.

Para equilibrar esses dois públicos bastante distintos, os programadores falam em um esforço para oferecer filmes tanto legendados e dublados. “Ainda há uma variação. Filmes para criança, por exemplo, como a "Era do Gelo" e "Madagascar", não temos na versão legendada, porque todos querem dublados. Mas há filmes mais cultos, de diretores como Woody Allen, que nem dublado tem, porque não tem procura”, exemplifica Pedro Pinheiro. Dependendo da localização e horário, também há uma variação do tipo de demanda. “Sábado à noite tem um público diferente, com uma demanda por legendado. São pessoas que vêm do Recife, saem do trabalho, casais de namorados. Então, nossas últimas sessões normalmente são legendadas”, conta o programador do Shopping Guararapes, em Jaboatão.

Artistas da dublagem. Para ser um dublador, não basta apenas gostar de imitar vozes, reproduzir sons ou ter uma boa dicção. Com o crescimento do mercado de dublagem, a dificuldade dos estúdios é encontrar mão de obra qualificada para atuar no setor; o profissional deve ser, essencialmente, um ator.

“Para você fazer uma dublagem, não é só ler o texto: tem que ter a emoção, todo o trabalho de ator, porque você tem que expressar tudo, mas só com a voz, porque você não tem mais o corpo, os movimentos. Para um filme ser bem dublado, tem que ter a sensibilidade da mesma pessoa que fez o filme. Você tem que dublar na mesma velocidade, do mesmo jeito, tem que que ter um talento e obedecer ao que o outro já fez”, ensina Ulisses Bezerra, coordenador e professor do curso da Universidade da Dublagem, em São Paulo.

Com atuação no mercado de desenhos animados, filmes e séries de televisão, a demanda de dubladores vem aumentando no país. Isso acontece, de acordo com Bezerra, principalmente por causa do crescimento do mercado de TVs a cabo, que passam a disponibilizar a versão em português para todos os filmes. O mercado de dublagem também cresce para atender a um público infantil e de idosos, que, muitas vezes, não conseguem acompanhar a legenda.

A formação nos cursos é considerada fundamental para que o público assista a uma versão mais próxima da original possível. “Quem vê legenda, não vê filme, vê legenda. A maioria da pessoas já não tem a leitura boa, aí acaba não compreendendo o filme. Se você for ler tudo que o ator fala, você não vê uma expressão do rosto. Em países da Europa, por exemplo, você só encontra filme legendado em sessões alternativas”, diz Ulisses Bezerra. Para o coordenador do curso, o Brasil, atualmente, tem umas melhores indústrias de dublagem de todo o mundo.

Originalidade
Para alguns especialistas em cinema, muito do filme ainda se perde quando há a dublagem. “Acho que é uma mutilação. A questão da voz possui toda uma interpretação, como um filme de Robert de Niro, por exemplo. E ainda tem os sons do ambiente, de fundo. Quando mudamos de legendado para dublado na TV, vemos claramente a diferença de qualidade. Em um filme que possui muitos diálogos, como um drama, é muito importante a interpretação do artista. É um elemento fundamental”, defende o jornalista e crítico de cinema Alexandre Figueiroa.

Para programadores, o público do Recife que prefere filmes legendados continuará tendo opções, mesmo que reduzidas. "A gente tem acompanhado esses anos todos. Antes, tinha uns filmes que a gente só colocava legendado. Só que agora, quando colocamos legendado e dublado, o povo procura o dublado. Mas há um ramo que sempre terá o público específico das legendas", pondera Pedro Pinheiro. “Acho importante essa inclusão. A presença de cópias dubladas é um atrativo para que pessoas frequentem o cinema. Tudo bem ter cópias dubladas, respeito isso, mas há a perda”, assegura Alexandre Figueiroa.
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Matéria retirada do site jogos uol, publicado no dia 18/04/2012.

Jogo do "Chaves" para Wii terá dublagem e legendas em português

Claudio Prandoni 
Do UOL, em São Paulo


O jogo sai dia 27 de abril no México, mas por enquanto ainda não possui data de lançamento no Brasil.Mais uma série popular se prepara para chegar aos videogames no Brasil em um jogo totalmente legendado e dublado em português: trata-se de "El Chavo", game baseado no famoso seriado "Chaves" que sai neste primeiro semestre para Wii.
Exclusivo do Wii, "El Chavo" é  uma coletânea de minigames estrelada pela turma da vila em que o menino mora.
Na história, os personagens da vizinhança viajam para uma feira  em uma cidade mágica e são convidados a participar de diversos minigames enquanto se movem pelo tabuleiro.
Até quatro pessoas podem se reunir para participar da brincadeira em dois modos de jogo: "Livre", em que é possível se divertir em mais de 25 brincadeiras, e "Copa", no qual o vencedor é aquele que ganhar mais medalhas.



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Reportagem tirada do site Bol Notícias, do dia 06/07/2012.

Liv vira Investigação Discovery e transmite conteúdo dublado
ALBERTO PEREIRA JR.

DE SÃO PAULO
A partir de segunda-feira (9), quem sintonizar no Liv encontrará um novo canal.

Pela terceira vez, a Discovery Networks muda o nome e o conteúdo da emissora, que passa a ser Investigação Discovery. Antes, o espaço já havia sido People+Arts.

A nova aposta é no suspense e nas investigações criminais, que segundo Fernando Medin, presidente da Discovery Networks no Brasil, são um fenômeno mundial.

"O Liv foi uma tentativa. Nos EUA, o Investigação Discovery tem 100 milhões de assinantes. Vamos apostar na tendência", falou, ao ser questionado se houve fracasso por conta do conceito anterior.

Em busca da classe C, quase toda a programação da emissora será dublada, com exceção da série "Dexter", que terá legendas e com reprises desde o primeiro ano.


Divulgação
O ator Michael C. Hall da série "Dexter"
O ator Michael C. Hall da série "Dexter"


"Blue Bloods", "Hawaii Five-O" e "Prison Break" também seguirão no canal.

"Parenthood" e "So You Think You Can Dance" migrarão para Discovery Home & Health e TLC, respectivamente.

Entre as novidades, estão programas que mesclam histórias reais com dramaturgia.

São os casos de "Dementes", sobre assassinos seriais, "Suspeitos Improváveis", sobre o lado obscuro de cidadãos considerados exemplares, e "Amor Assassino", que trata de crimes passionais.

O canal não descarta usar relatos brasileiros como temas a ser dramatizados nessas atrações. Para cumprir a cota de produção nacional, determinada pela lei da TV paga, o Investigação Discovery exibirá filmes nacionais."

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Pessoal, hoje  29/06/2012, dia tão mais que especial : DIA DO DUBLADOR.
Nesse dia especial o jornal Metrô News divulgou uma reportagem sobre os dubladores Nelson Machado e Carlos Seidl, dubladores do seriado Mexicano Chaves.
Espero que gostem!

Chaves: Por trás das telas, dubladores fazem história
Marcela Fonseca
Programa de humor infantil, a produção mexicana Chaves, há quase quatro décadas exibida pela rede SBT, ainda que reprisada, inevitavelmente arranca risos da plateia até hoje. E por trás de personagens tão caricatos é que estão as vozes de dois dubladores de peso: Carlos Seidl, que dá voz a ‘Seu Madruga’, e Nelson Machado, que faz a voz e o irremediável choro do menino ‘Kiko’.
O convite para dublar um dos mais queridos personagens da trama aconteceu em 1983, conforme contou Seidl, que atuava havia três anos como ator quando passou também a trabalhar como dublador, em 1968.
“Estava no SBT e fazia novelas, filmes, desenhos quando surgiu o piloto da série mexicana. Foram escaladas as pessoas certas para cada personagem, e soube que faria um certo ‘dom Ramón”, relembrou. Para garantir o humor, alguns nomes da versão original tiveram de ser alterados. “Seu Madruga era mais engraçado”, disse o dublador, que decidiu fazer do seu jeito a versão dublada.
“Sabia das reações dele, mas fiz do meu jeito. As pessoas que viram o original sentem certa diferença”, afirmou.
Inconfundível, a voz de Nelson Machado chama a atenção. “Pelo menos 90% das pessoas, o tempo todo, enquanto falo, pensam no Kiko”, disse, rindo. Para dublar o personagem, segundo Machado, apenas algumas adaptações do espanhol para o português. “Dublagem é uma coisa que tem por princípio não modificar a criação. A gente transpõe em português” disse.
Ele continua a dar voz a outros tantos personagens. “Nem sempre a gente dubla coisas de destaque, o dia a dia do dublador, muitas vezes, a gente nem vê. Trabalha-se todo dia, mas nem sempre em produções de destaque.”

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Duas reportagens publicadas no site oglobo, que fala sobre a dublagem. Muito interessantes, vale a pena conferir!!!



Dublagem faz Telecine crescer

Reportagem do dia 11/05/2012
Aviso aos paladinos da legendagem. Seis meses depois de aderir à dublagem, o Telecine Action ganhou 47% de audiência e subiu seis posições no ranking do horário nobre. Os números não se devem apenas à adesão da classe C (que cresceu 61%), mas também à classe AB, que teve um aumento de 37%. É dela a maior participação na audiência, com 53%. Os números são do Ibope.

Desenvolvendo...
Vale lembrar que o Telecine Action não faz parte do pacote básico de assinaturas oferecido pela maioria das operadoras. Mesmo assim, a classe C vem aderindo cada vez mais aos pacotes mais caros.

...E mais
Por que isso acontece? No Brasil, a assinatura de TV custa entre R$ 50 e R$ 250. O serviço é visto como mais razoável do que levar a família ao restaurante três vezes ao mês, por exemplo.

Finalmente
Nos últimos seis meses, a TV paga ganhou 1 milhão de assinantes e chegou a um total de 14 milhões. E ainda sobre o Telecine: eles têm a opção com legendas (apertando um botão no controle remoto).


Dublagem carioca ganha seu primeiro prêmio 



RIO - Diretores, atores, técnicos de áudio e mixagem e outros profissionais ligados à dublagem serão homenageados hoje, às 21h, no Teatro Carlos Gomes, com a primeira edição do Prêmio da Dublagem Carioca. A ideia é premiar profissionais que se destacaram na área em 2011 e valorizar a profissão. Dois ícones da dublagem serão homenageados na noite: Orlando Drummond e Maria Helena Pader. Drummond, que ficou célebre pela atuação na "Escolinha do professor Raimundo" como o personagem Seu Peru, é o dono da voz de Scooby-Doo, de Alf e de Popeye. Aos 92 anos, ele segue trabalhando como dublador e entrou para o "Guinness Book" por dublar um personagem por mais tempo na história da profissão — ele é a voz de Scooby há 38 anos.
Já Maria Helena é a dubladora de Fran, da "Família Dinossauro", além de ser a principal voz de Angelica Houston no Brasil. A noite também terá um prêmio especial, o troféu Amigo da Dublagem, que será entregue ao crítico de cinema do GLOBO Rodrigo Fonseca.
Na premiação, serão contemplados atores e atrizes em dublagem de protagonistas e coadjuvantes, melhor dublagem de série, ator e atriz revelação em dublagem, entre outras categorias.

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A primeira matéria do post saiu dia 28 de maio de 2012, no jornal Metrô News, que fala um pouco sobre o mercado de trabalho do dublador, com opinião dos profissionais da área.


Mercado de trabalho de dublagem está aquecido

Marcela Fonseca

Mercado em ascensão, o profissional de dublagem hoje pode ter sua voz disseminada na TV, DVD, games e cinemas. Outro nicho deste mercado são as locuções, narrações, audiodescrição (para deficientes visuais), spots para rádio e comerciais de TV. Mas o que pouca gente sabe é que, apesar de apenas dar voz à personagens ou narrar produções, para ser dublador é necessário ter o DRT de ator ou atriz.


Segundo Raquel Elaine do Amaral Riolo, coordenadora de cursos do Estúdio Digital Belas Artes, este é um setor que vem crescendo cada vez mais em função da grande demanda de trabalho.


“Essa é uma área que tem causado bastante interesse. O mercado vem crescendo e o número de profissionais capacitados para exercer a profissão ainda é muito pequeno, por isso o número de pessoas interessadas em ingressar na profissão aumenta”, disse.


“A cada dia o público procura mais filmes dublados, seja no cinema ou nas TVs. Como resposta a essa procura, o mercado vem aquecendo dia a dia” reinterou a diretora da Central de Dublagem Brasileira, Zodja Pereira.


A procura por formação na área, segundo Raquel é bastante diversificada. “Alguns procuram a escola, pois querem apenas conhecer o mundo da dublagem e do teatro. Outros procuram porque já trabalham com teatro e buscam uma especialização”, explicou Raquel.

Ela afirmou também que, por ser bastante amplo, este é um mercado em que não existe limite de idade.

Segundo Zodja, mesmo por trás das câmeras, plateias, espectadores, qualquer profissional pode trabalhar com dublagem, mas ser bom ator pode ser o diferencial. “Quanto melhor é o ator, melhor será seu resultado na dublagem”, completou."


fonte: Metrô News.

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Matéria sobre dublagem de Games realizada pelo site Baixaki Jogos, feita em 18/04/2013 por Felipe Arruda.



Dublagem de games: conheça os desafios atuais do trabalho

Dubladores de Injustice marcaram presença no evento de lançamento do game (Fonte da imagem: Reprodução/BJ)O Brasil já se estabeleceu como um dos maiores e mais promissores mercados de game do mundo. Prova disso é o sucesso de eventos como o Brasil Game Show e, obviamente, a quantidade de títulos recém-lançados no país com conteúdo dublado em português, totalmente adaptado para o público do país.
Porém, essa preocupação repentina de traduzir o conteúdo dos jogos para fãs brasileiros não implica, necessariamente, em trabalhos de qualidade. Com uma demanda cada vez mais crescente, muitos títulos acabam ganhando uma dublagem ruim, que distancia o gamer do console.
Na noite de ontem (17), o BJ esteve presente no lançamento de um dos jogos que já se tornou referência em matéria de dublagem no Brasil: Injustice: Gods Among Us. Na ocasião, conversamos com os dubladores Ettore Zuim, Guilherme Briggs e Philippe Maia, que fazem, respectivamente, as vozes de Batman, Superman e Lanterna Verde, tanto na telona quanto no game da Netherrealm.
Qual a diferença entre dublar filmes e games?
Há diferenças, mas são poucas. Para Zuim, o ponto principal é que, no caso dos jogos, a dublagem é feita mais por arquivos de áudio, não necessariamente assistindo às cenas do game. Em Injustice, a situação foi mais primorosa e os dubladores tiveram acesso aos filmes que contavam a história do game, o que possibilitou um trabalho mais completo.
Maia ressalta o mesmo ponto: “Dublando filmes, seriados, coisas que estamos mais acostumados no dia a dia, nós dublamos cenas com imagens. Nos games, muitas vezes isso não acontece. Temos os arquivos de áudio com a tradução e tentamos dublar no mesmo tempo, com a mesma intenção. O estúdio recebe esses arquivos e vai montando o jogo e, então, não temos muita noção de como vai ficar no final”, explica o dublador que já emprestou suas vozes para outros jogos, incluindo Halo 3.
A parábola do restaurante dos infernos
“O problema do game é que ele é muito trabalhoso de dublar e, como são muitos arquivos, o grande cuidado que se deve ter — e muita gente não está dando atenção a isso — é o de não fazer o jogo de qualquer maneira, começar a acelerar o processo, sem imagem, sem sincronia, para fazer rápido. Isso é errado. Tem que fazer com calma. Tem que dizer para o cliente o prazo real necessário para manter a boa qualidade da dublagem”, diz Briggs.
O dublador do Homem de Aço comparou a dublagem ruim de jogos com os episódios do reality show “Kitchen Nightmares”, em que o chefe Gordon Ramsay pega pesado com quem não trabalha direito no próprio restaurante. “‘Eu não sei por que meu restaurante não tá dando certo, eu faço rápido, eu entrego a comida’. Mas o cara entrega a comida fria, crua, não limpa o estabelecimento. O mínimo que se espera de um produto é que ele seja gostoso, que ele tenha qualidade, e isso demanda tempo, dedicação, profissionais qualificados, pausas para tomar café, beber água, não exaurir o ator”, complementa.
Dublagens feitas em Miami
Outro assunto relacionado à dublagem de games para o português e que sempre levanta polêmica foi o trabalho realizado por estúdios de Miami, a pedidos de algumas produtoras. Depois de muita reclamação, alguns chegaram a tentar reverter a situação, mas isso resultou em uma dublagem praticamente mecânica, sem emoção nas vozes e que não cativa o jogador.
Nesse ponto, Briggs é categórico: “Eu acho que isso acontece para baratear os custos. Eu sou contra. A dublagem tem ser feita em território nacional, por brasileiros. É um produto para brasileiros, com atores brasileiros. Os produtores de game não podem subestimar a grande sensibilidade do público brasileiro, que é criativo, inteligente pra caramba e quer qualidade. As pessoas que gostam de game são pessoas sofisticadas, inteligentes, que comparam com o original, e elas querem qualidade. Não podem ser tratadas como se não entendessem disso. Os games são melhores do que os filmes, às vezes. Você vê histórias que são melhores do que as de filmes”.
Dificuldades tupiniquins
E como a indústria de dublagem de games começa a ganhar mais força no Brasil, chega a ser esperado que dificuldades surjam e que profissionais mal-intencionados se aproveitem desse cenário.
“Tem muitas pessoas oportunistas, que pensam só no mercado, em ganhar dinheiro. Isso é o mesmo que pensar: ‘pô, a moda agora é uma comida, então vou montar uma barraquinha, fazer de qualquer jeito e vou vender.’ Não, calma. Tem que ter cuidado com isso. Surgiu um monte de gente que quer dublar game e que não tem a menor condição. Então acho que o público tem que ficar de olho e reclamar, exigir dublagens de qualidade”, comenta Briggs.
“Tem que pedir atores gabaritados, bons, e que façam com calma: fãs, por favor, peçam para que a gente possa trabalhar com mais calma. Precisamos de um Gordon Ramsay para os games, que grite com esse povo: ‘que diabos você está pensando? Por que você está fazendo desse jeito?’”, brinca o dublador de Superman.
Como surge um dublador?
Os caminhos percorridos pelos três dubladores entrevistados pelo BJ foram muito distintos, mas compartilham em comum atividades que, certamente, afetam o resultado final da dublagem. A principal delas é o envolvimento com o teatro.
No caso de Ettore Zuim, responsável pela voz de Batman na trilogia de Christopher Nolan, o teatro era sua atividade principal e ele foi, aos poucos, arrastado para a área da dublagem por colegas de trabalho, como Nádia Carvalho, que interpretava a personagem Santinha Pureza, na antiga Escolinha do Professor Raimundo.
Ettore Zuim (esq.) e Philippe Maia (dir), dubladores de Batman e Lanterna Verde (Fonte da imagem:Reprodução/BJ)
Já Philippe Maia e Guilherme Briggs desenvolveram uma paixão pela área da dublagem durante a infância. Maia, que dublou Lanterna Verde tanto na produção com Ryan Reinolds quanto em Injustice, sempre se interessou por desenhos animados e acabou com os ouvidos bem treinados, sendo capaz de reconhecer as vozes dos personagens facilmente. Ao longo do caminho percorrido para se tornar um profissional de renome, Maia passou por cursos de dublagem — com os profissionais da Herbert Richers — e também de teatro.
Briggs, responsável pela voz de Clark Kent há 16 anos, deve seu trabalho atual ao pai: “Eu tinha uns oito anos de idade e, junto com meu pai, fazíamos muito rádio-teatro em casa. Ele escrevia textos e nós interpretávamos, tínhamos uma vitrolinha para fazer trilha sonora, um gravador... Passávamos um fim de semana inteiro interpretando, brincando de rádio-teatro. Então, interpretar sempre foi uma coisa muito natural para mim”. Com isso, não demorou muito para que Briggs começasse a se interessar profissionalmente por teatro e, depois, por dublagem.
Dublagem de Injustice já é considerada referência para a indústria (Fonte da imagem: Divulgação/Injustice)Dicas para quem deseja começar
Quanto à possibilidade de novas vozes de dubladores surgirem no mercado, a resposta dos três dubladores é um uníssono “sim”. Mas é preciso se dedicar para entrar nessa área. De acordo com Zuim, o dublador “tem que ser ator, tem que ter todo um background para fazer isso. Não é só ler um texto e sincronizar uma fala e ter uma voz bonitinha. É um trabalho de sensibilidade, de percepção. Sendo ator, você reconhece o que o outro está fazendo e reproduz na sua língua”.
Briggs segue pela mesma linha: “Tem que fazer curso de teatro, depois fazer um curso de dublagem para ver como é a profissão. E quando se sentir bem preparado, entrar no mercado pedindo para fazer testes. É preciso paciência, porque demora".
Manolo Rey (esq.), diretor de dublagem de Injustice, e Briggs, a voz do Superman (Fonte da imagem:Reprodução/BJ)
Além disso, é bom ter cautela. "Nunca jogue suas fichas todas na dublagem. Não abandone tudo e vá pra São Paulo, arriscar a vida, pensando que vai viver de dublagem instantaneamente. Faça isso com mais segurança, com um emprego e, aos poucos, deixe a dublagem ir conquistando o espaço desse seu outro emprego. Porque é tudo muito incerto. O trabalho de ator em geral é incerto. Não tem mais dublador contratado, é tudo eventual: nós prestamos serviços”, aconselha Briggs.
Maia também concorda que sempre tem espaço na área de dubladores. “O mercado sempre precisa de gente com talento. Mas é importante começar da maneira certa: o mercado exige que você tenha o registro de ator e seja sindicalizado para exercer a profissão de dublador corretamente".
"Como qualquer profissão, tem que batalhar muito no início, pedir testes em estúdios e ter a consciência de que quando começarem a te escalar, será para participações pequenas. Isso demora. Leva uns quatro ou cinco anos para que o profissional comece a ficar mais tarimbado, mas há espaço, sim”, avisa Maia.


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Trio de matérias feita pelo site Cinemação sobre dublagem: Filme Dublado ou legendado? Dublagem opção ou imposição? e A polêmica da dublagem continua, abaixo.

*publicado também no portal Itunoticias.com.br
Brasileiro já está acostumado: a imensa maioria dos filmes ditos comerciais é estrangeira. Junto com o filme em língua não portuguesa, vem um dos pares perfeitos: a legenda ou a dublagem. Na hora de lançar nos cinemas, ou até mesmo de exibir em casa para um grande grupo, vem a discussão: seria a melhor opção assistir ao filme com dublagem em português ou legendas? A discussão é sempre longa e polêmica.
Aos deficientes visuais amantes do cinema, não restam dúvidas de que a dublagem é altamente benéfica. Aos que entendem perfeitamente a língua do filme original, é sempre mais interessante “praticar o ouvido” para o inglês, espanhol, francês, seja qual for o idioma original da produção: legendas são bem vindas.
Entre o público em geral, há controvérsias. Esta discussão acaba sendo mais freqüente em uma cidade pequena, por exemplo, cuja quantidade de salas de cinema é limitada. Geralmente, não há opção para o público, que se vê obrigado a assistir ao filme na forma como está a cópia comprada pela sala exibidora. Da mesma maneira que muitos se recusam a assistir a um filme dublado, outros tantos (e talvez aqui eles sejam maioria) preferem o filme dublado porque não conseguem acompanhar as legendas.
Quando se trata de preferência, é perfeitamente natural que alguém prefira assistir a filmes dublados – afinal, o cinema é imagem e som, e se torna mais aproveitável assistir a um filme sem ler legendas visto que isso possibilita ao espectador contemplar a imagem e entender melhor o que se passa na tela. É triste, no entanto, que o motivo pela preferência para o filme dublado tenha raízes na fraca educação brasileira: sem o hábito de ler, muitos não conseguem acompanhar legendas, ou seja, ler com a rapidez exigida pelo dinamismo das falas. Igualmente triste é o motivo alegado por muitos, que dizem ter “preguiça de ler”, como se a leitura fosse algo que exigisse esforço.
A dublagem em português é dada por muitos como um ato de valorização da língua portuguesa: uma crença absolutamente sem muito fundamento. Mesmo que um filme americano, por exemplo, seja dublado, ele continuará transmitindo os ideais estadunidenses e a cultura vivida por lá, incentivando os brasileiros a consumirem o que consomem lá fora, viver como vivem no outro país. Língua e cultura são coisas totalmente entrelaçadas. Se querem valorizar a língua portuguesa, deveriam produzir e exibir mais filmes nacionais, incentivar o consumo de produtos culturais brasileiros e dar mais qualidade à educação das crianças. Mesmo assim, não creio que os brasileiros passariam a falar em inglês caso assistissem a filmes legendados – e se o fizessem, desde que não deixassem de falar português, seria algo muito bom, afinal todos sabemos que o domínio da língua do tio Obama e da princesa Kate é essencial para o mundo de hoje (ao menos profissionalmente).
Talvez os filmes dublados sejam especialmente bem vindos graças à qualidade dos dubladores brasileiros. Apesar de muitas traduções que não correspondem à realidade, que utilizam expressões como “ora bolas”, “puxa vida” e “tira” (para se referir aos policiais), os dubladores brasileiros são, em geral, excelentes atores que amam a arte de dublar e dominam perfeitamente a técnica de acompanhar os movimentos labiais. Basta assistir a qualquer filme dublado em outra língua para valorizar a dublagem nacional.
O ideal seria se cada espectador pudesse optar pela forma como prefere, mas nem sempre é assim, especialmente quando temos apenas três salas de cinema à disposição.

Em apenas 3 meses, todos nós vamos sair de 2011 e entrar em um novo ano. É exatamente em 2012 que o grupo Sony vai se juntar a um grande grupo de canais por assinatura (liderados pela Fox) cuja programação é inteiramente dublada. Não é preciso “zapear” muito pela TV paga para perceber que a dublagem vem se tornando cada vez mais presente, em detrimento das legendas.
As séries e filmes dos canais Sony, SonySpin e AXN passarão a ser dubladas. Caso haja preparação técnica dos canais e das operadoras, pode ser que haja a possibilidade de o telespectador colocar o áudio original e as legendas. Se não houver, a única opção será a dublagem.
Assim como no cinema, a TV por assinatura vem cada vez mais se rendendo à “nova ordem da classe C”. Afinal de contas, o Brasil cresceu, e tal da Classe C agora tem dinheiro para pagar por confortos que antes eram limitados às classes A e B. Paga pela TV por assinatura, paga pela entrada no cinema, e é maioria. E como sempre, é a maioria que manda. Se preferem filmes e séries dublados, assim seja.
Se, por um lado, os estúdios de dublagem e a classe dos dubladores ganham com isso, a triste realidade brasileira se escancara. Se a classe C ganhou poder econômico, o mesmo não parece ter acontecido com seu poder cultural. A educação brasileira continua fraca, deficiente e mal valorizada. Enquanto consomem mais, os brasileiros ainda lêem pouco, tem dificuldade de interpretar o que lêem e não conseguem acompanhar as legendas.
É uma pena quando a imposição se sobrepõe à opção. Até pouco tempo atrás, a TV por assinatura era uma opção aos que podiam pagar por filmes mais recentes e sem a dublagem da TV aberta. Agora, cada vez menos dependente do valor da mensalidade e mais dependente da audiência, os canais por assinatura deixam de ser uma opção e passam para a classe de “luxo básico” da maioria da população.
Conforme já postado aqui no Cinem(ação), a dublagem em português não significa necesssariamente valorização da nossa língua. Apenas reflete a triste realidade de um país que vem ficando mais rico em dinheiro, porém igualmente pobre em educação.


*Já publicamos no Cinem(ação) um artigo sobre o assunto e, depois, um outro em virtude de uma decisão da TV por assinatura. O texto a seguir questiona o mesmo assunto de maneira mais forte e pode causar divergência de opinião. Respeitamos todas as maneiras de pensar e ficaremos felizes em ter sua opinião publicada em nossos comentários.
Imagem da reportagem de Época
Foi publicada na última edição da revista Época uma matéria valorizando a dublagem no Brasil. A reportagem afirma que “a dublagem venceu as legendas” e, entre tantos argumentos, afirma que a “classe média” (agora é tudo culpa dela) está acostumada com filmes dublados na TV e agora invade os cinemas, aquecendo o mercado.
A revista chega ao ponto de dizer que “um filme como Os Vingadores, que tem muita violência e pouca conversa, contém 50 mil caracteres de legenda, equivalente a 30 páginas de livro. Em duas horas, é muita leitura para quem não está acostumado”. Sites especializados afirmam que a Revista Época se rendeu ao lobby das distribuidoras por filmes dublados: em outras palavras, foi “comprada”.
Conforme dito pelo comentarista de TV Bruno Carvalho, do site Ligado em Série, “lobby da dublagem no Brasil parece ser tão grande a ponto de fazer com que uma revista que vive do hábito da leitura publique esta triste frase que não apenas tolera e justifica, como também incentiva a escolha da dublagem pelo espectador que tem preguiça de ler”. O texto do Bruno é muito esclarecedor sobre os bastidores desta reportagem e pode ser lido na íntegra clicando aqui.
A maneira tendenciosa e “marqueteira” com que a revista publicou a reportagem é quase tão vergonhosa quanto as recém-descobertas incursões políticas da sua concorrente Veja. Seu objetivo é claramente incentivar as classes A e B (seus principais leitores) a consumir o produto dublado… afinal as distribuidoras não querem ter o gasto de dividir suas cópias entre dubladas e legendadas: é muito mais fácil ter tudo dublado.
Embora não seja tão contrário à presença de filmes dublados, eu sempre defendi a existência de opção. Particularmente, assisto a pouquíssimos filmes dublados e me recuso a pagar um ingresso de cinema para ver um filme sem o áudio original.
Não vou perder tempo dissertando acerca dos problemas da dublagem. Todas estas questões foram completamente explicadas pelo crítico de cinema Pablo Villaça, e devem ser acessadas (leitura obrigatória para cinéfilos!) clicando aqui.
Minha maior preocupação quanto à dublagem de filmes, séries e produtos audiovisuais em geral, reside nos problemas ainda mais profundos que esta questão suscita.
O principal argumento dos defensores da dublagem é de que as legendas “atrapalham” o filme, e que um filme legendado exige “esforço” para ler, o que tiraria atenção do espectador para aquilo que está “na tela”. Na verdade, qualquer pessoa com hábito de leitura não reclama destes “problemas”. Aqueles que preferem filmes dublados são, na grande maioria, pessoas que não tem o hábito de ler e, consequentemente, demoram a “processar” as letras que indicam o que está sendo dito pelos atores (entendo como “hábito de ler” a prática de leitura de jornais, revistas, textos com dificuldade moderada – site de fofoca não vale – e ao menos um livro de no mínimo 150 páginas por mês).
Acredito que o hábito de ler é crucial para o desenvolvimento de uma sociedade justa e igualitária, visto que a mobilidade social e o desenvolvimento intelectual tem em sua base o estudo e, consequentemente, a prática da leitura. O argumento da revista Época é reducionista e elitista: ele não encara as legendas como uma das práticas de leitura que possam estar presentes na vida de um cidadão, mas parece admitir que “muita leitura” precisa ser evitada, afinal pessoas que não praticam a leitura devem permanecer ignorantes e desinteressadas.
A “culpa” desta invasão de filmes dublados é dada à Classe C, que apenas aumentou no país (em população) e adquiriu nos últimos anos um poder de compra maior: se antes assistia filmes apenas na TV aberta, agora vai ao cinema com frequência e assiste a TV por assinatura. Mas deveriam culpar a educação pública brasileira, que embora tenha bons profissionais, vive com escassez de recursos e promove uma educação medíocre (pra não dizer ruim) à maioria da população, já carente de tantos outros recursos.
A maioria do público prefere filmes dublados porque está acostumada à preguiça intelectual e à falta de leitura ou quaisquer outros hábitos que exercitam a mente. Ao ser corroborada por uma revista bem conceituada e de alta circulação, a prática de assistir filmes dublados passa a afetar ainda mais a maneira de se consumir cinema.
Antes de discutir se é “melhor” assistir a filmes dublados ou legendados, precisamos nos perguntar: Por que prefere-se filmes dublados? Será que não precisamos ler um pouco mais e melhor? Estamos agindo em detrimento da arte por pura preguiça intelectual?
Os filmes devem continuar a ser dublados. A dublagem brasileira é muito boa. A opção de filmes dublados e legendados deve esixtir para todos. Mas quando a maioria de uma população tem “preguiça de ler”, é porque há algo de muito errado na educação do país.

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